Facebook Aprimorarfacebook Siga a Aprimorar no facebook twitter Trabalhe Conosco trabalhe conosco

entre em contato 32.3303-0100


#Engenheiro paulista cria máquina que produz água

30.10.2014

Wateair aspira o ar, condensa as moléculas de água e as purifica com raios ultravioletas e sais minerais. Preço da máquina chega a R$ 350 mil

Pedro Ricardo Paulino, 45 anos, criador da Wateair (Foto: Divulgação/Wateair)

Pedro Ricardo Paulino, 45 anos, criador da Wateair (Foto: Divulgação/Wateair)

Em meio à crise hídrica de São Paulo, o engenheiro mecatrônico Pedro Ricardo Paulino, 45 anos, ganha dinheiro “fabricando” água. O empresário de Valinhos, cidade a 85 km da capital, é o criador da Wateair, máquina que condensa a umidade do ar e produz água. Até hoje, 70 unidades já foram vendidas. O preço de cada uma varia de R$ 6 mil a R$ 350 mil.

Apesar de patentear a ideia em 2010, Paulino deu início às pesquisas para a produção da máquina em 1990, quando era engenheiro de uma multinacional. Na época, a empresa tinha como missão produzir água para equipamentos de hemodiálise de países africanos, mas por falta de tecnologia, o projeto foi abandonado no fim de 1996.

Dois anos depois, o empresário foi trabalhar na China, onde aproveitou para ganhar conhecimento no setor e nas novas tecnologias que surgiam na Ásia. “Quando voltei ao Brasil, em 2004, retomei o projeto de maneira individual. Cinco anos depois, consegui finalizá-lo e, em 2010, adquiri a patente e montei a empresa”, afirma o engenheiro.

Durante oito anos, até a criação efetiva da Wateair, Paulino investiu sozinho cerca de R$ 1 milhão em equipamentos e pesquisa. O engenheiro também é dono de outra empresa, aberta desde 2005, que produz equipamentos para estética.

Funcionamento da máquina

Máquinas produzem de 15 a 5 mil litros de água. Preços estão entre R$ 6 mil e R$ 350 mil (Foto: Divulgação/Wateair)

Máquinas produzem de 15 a 5 mil litros de água. Preços estão entre R$ 6 mil e R$ 350 mil (Foto: Divulgação/Wateair)

De acordo com Paulino, a Wateair absorve o ar em altíssima quantidade. Este ar coletado é desidratado, ou seja, as moléculas de água do ar são condensadas e viram líquido. A água obtida pelo sistema é purificada por filtros e raios ultravioletas. Por fim, são acrescentados sais minerais. A água fica, então, armazenada em um reservatório da máquina, pronta para o consumo.

Apesar de o processo ser o mesmo em toda Wateair, a empresa de Paulino, que possui apenas 12 funcionários, produz máquinas que geram litros variados de água, sendo o mínimo de 15 litros e o máximo de cinco mil litros. O preço médio da máquina menor é de R$ 6 mil e o da maior R$ 350 mil. Por segurança, a fim de não deixar muito seco o ambiente onde a máquina coleta o ar, a Wateair para de funcionar quando a umidade atinge 10%. A manutenção delas é semestral.

Até hoje, a empresa já vendeu cerca de 70 unidades. Os perfis dos compradores, segundo o empresário, mudaram nos últimos meses. “Uns anos atrás, 98% das minhas vendas estavam ligadas ao governo do Brasil e de outros países. Hoje, por conta dos racionamentos e por medo da água acabar, tenho clientes de todos os tipos. Desde indústrias farmacêuticas e hospitais, até restaurantes e pousadas”, afirma.

Envie seu comentário

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

(32) 3303-0100

Receba uma ligação da Aprimorar!

Nome: *
Telefone: *
Email:

Informe seu email para que possamos ter uma segunda opção de contato caso não tenhamos sucesso via telefone.