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#Startup gaúcha que dá voz a cidadãos acerta parceira com a Suécia; veja como

02.10.2014
Mapa colaborativo de Porto Alegre (RS), criado pela Lung para a prefeitura da cidade. (Divulgação/Lung)

Mapa colaborativo de Porto Alegre (RS), criado pela Lung para a prefeitura da cidade. (Divulgação/Lung)

Google, Outlook, Windows, iPhone, Facebook. Basta ligar o computador para perceber que beira a zero os softwares e serviços de sucesso com DNA brasileiro. Às vezes, porém, isso ocorre. Em breve, gestores públicos da Suécia e de outros locais da Europa receberão as demandas de seus cidadãos por meio de sistemas que nasceram em Porto Alegre (RS).

A startup Lung constrói plataformas de Wikicidade, para que cidadãos partilhem do espaço público e de sua gestão. Preocupações, ideias de transformação, cultura local e os sentimentos que florescem só em quem vive ali. “A gente quer construir uma postura de corresponsabilidade dos cidadãos na construção da pessoa”, explicou ao Start.up o fundador da empresa, Daniel Bittencourt. As prefeituras de Porto Alegre e Canoas, além do governo do Rio Grande do Sul, são algumas das contratantes dessas soluções, que já foram premiadas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Trocando em miúdos, as plataformas da Lung não possuem o sex appeal das ferramentas citadas acima, mas funcionam bem como canal entre poder público e cidadãos e entre eles e a cidade. São mais efetivos do que “falar muito no Twitter” quando uma adutora se rompe e inaugura um chafariz em uma rua, quando a fila do posto de saúde, de tão longa, parece a da lotérica em dia de Mega Sena acumulada ou quando alguém quer sugerir que transformar uma via em duas mãos vai melhorar o trânsito.

Porto Alegre, meu amor

O carro-chefe da startup é o site portoalegre.cc, uma mapa interativo da capital gaúcha, que é construído conforme recebe as propostas de melhoria urbana dos cidadãos. Cada sugestão é “alfinetada” no documento. A partir daí é possível filtrar as colaborações por bairro e por período. Como é um projeto da Prefeitura de Porto Alegre, os gestores públicos recebem cada sugestão para a cidade com CEP (local da demanda) e RG (quem foi o propositor). Foi essa ferramenta que encantou a agência de desenvolvimento da Suécia que, de passagem pelo Brasil no fim do ano passado, convidou a Lung para explicar aos suecos a tal da Wikicidade, durante uma conferência sobre cidades sustentáveis, que ocorreu na semana passada.

Na plateia, estavam representantes do eGovlab, um laboratório ligado ao governo sueco que nasceu na Universidade de Estocolmo. A missão dele é apoiar startups que criam soluções para agilizar o serviço público. Os empreendedores convenceram. Na segunda, assinaram um protocolo de intenções que vai virar acordo –depende antes da anuência da universidade de lá e da Unisinos, em cujo parque tecnológico, o Tecnosinos, está incubada a Lung. Os objetivos são a) implantar o sistema das Wikicidades, nos moldes do portoalegre.cc, na Suécia e na Europa; b) levá-lo para outros municípios do Brasil; c) criar um fundo de investimento para custear o intercâmbio de tecnologia (códigos com DNA brasileiro vão para lá; vêm soluções das startups apoiadas pelo eGovlab); d) deixar a administração a cargo da dobradinha Unisinos-Universidade de Estocolmo, o que irá beneficiar outras startups além da Lung. Segundo Bittencourt, ainda este ano a parceria já deve estar operando.

Mapa sentimental

Criada em 2011, a startup estreou justamente com um trabalho que mesclava o conceito de Wikicidades e os sentimentos dos cidadãos. A pedido da Unisinos, fez um mapa digital do Parque da Redenção, o maior da capital gaúcha, para que as pessoas indicassem nele os pontos em que ocorreram as lembranças mais emocionantes vividas lá. O parque não é pouca coisa: se a cidade de Porto Alegre tivesse participado, diria que era para o Redenção que ex-escravos iam após serem libertos e que em seu campo de futebol a bola rolou para o primeiro Grenal.

Mapa colaborativo do Parque da Redenção, em Porto Alegre (RS), criado pela startup Lung para a Unisinos. (Divulgação/Lung)

Mapa colaborativo do Parque da Redenção, em Porto Alegre (RS), criado pela startup Lung para a Unisinos. (Divulgação/Lung)

Fez para o governo do Rio Grande do Sul em 2013 o Mapa da Transparência, que mostra de forma didática os gastos com o orçamento do estado. Pelo projeto, o governo ganhou o prêmio da ONU de Transparência em Serviço Público. O mapa gerou tanta expectativa na época que, antes de o governador bater os olhos nele, foi apresentado a um diretor do Banco Mundial, em Chicago (EUA). Já neste ano, foi a vez de Canoas (RS), para a qual criou a Ágora em Rede, uma plataforma que coloca o prefeito e seus secretários para conversar pela internet com os cidadãos. É sério: todos votam o assunto e o bate-papo rola no Hangouts, do Google. As discussões pela ferramenta podem ser agendas entre as próprias pessoas e por uma empresa ou associação. Além das questões locais, ainda tem espaço para debater assuntos globais.

Por tudo isso, a Suécia, dona de um dos maiores níveis de desenvolvimento humano do mundo (4º maior IDH) e de um serviço público igualmente competente, viraram fãs da startup. E é bom que o Brasil também vire. Do contrário, como já acontece em outras áreas e foi a regra em outras épocas, brasileiros produzirão aqui as riquezas que adornarão os castelos de lá.

Fonte: G1

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